Academia Revolucionária?

A História seguiu e chegamos a Era do Conhecimento. Estamos nos inicios de uma nova época. Tempo de reformulação.


Não mais estamos no século 19. Uma nação vai além de seu território. Não é mais feita por ser proprietária de espaço físico. O que a movimenta são os seus produtos. Neles estão as origens da riqueza e do bem-estar de um povo.


Ao homem foi dado o direito à palavra. Através dela retirar sua manifestação. Participar da Natureza não subordinado ao seu mundo natural mas através de uma relação transformadora. Ser conduzido por um espírito. Interferir na Natureza através de concepções consolidadas pela palavra. Seja de natureza gráfica, musical, escrita, equacionada.


Os estudantes estão se aglomerando em greve. A sua luta começa pela defesa do ensino público. E vai se tornando complexa, passando pela PEC dos gastos, privatizações etc. O governo os reprime com o velho jargão de comunistas. O caldeirão se forma. Quente e sem gosto. E a sociedade, escondida sem palavras, covardemente, insufla que os estudantes desfraldem a luta contra a insensatez.


— Os estudantes serão capazes de levantar o novo?


A sociedade não pode deixar os estudantes sozinhos. A nova geração não pode ser abandonada. A expectativa de reformulação não está nos estudantes nem no governo. A academia é que deve assumir o papel preponderante no estabelecimento dos rumos de uma nação na Era do Conhecimento. Ser propositiva. Promover a luta contra o atraso e a favor do estabelecimento do novo.


A expectativa no Brasil é que sua academia se torne revolucionária. Construa diretrizes na implementação da ação conhecimentista no país. Esclareça a respeito do significado de conhecimento. Mostre que a História não é feita somente pela construção de impérios e por luta de classes, mas também, por conquistas do tipo anestesia, remédios, geladeira, TV, internet.


A Era do Conhecimento traz o momento pródigo da academia se manifestar. Elevar o brasileiro a entender que além de braços e pernas somos conduzidos pela folha em branco. Mostrar que ao lado do capital e trabalho o conhecimento se tornou o novo elemento da História. Fazer com que esses três elementos se tornem os construtores de uma nação.


O século 21 está diante de um novo processo histórico. O da produção de conhecimento. A magia de a partir de símbolos cultivados sobre a folha em branco transformar a natureza e a sociedade. Essa ser a benesse que uma nação deve oferecer ao seu povo. Contudo, não é dever de estudante levar a tese do conhecimento à construção do Estado.


A missão da classe intelectual de um país é a construção de seu Estado. Não existe povo sem Estado. Cidadania sem Estado. Participação da Era do Conhecimento sem Estado. Não cabe aos estudantes formular uma noção de Estado associada a Era do Conhecimento. As elites devem assumir. Sair de seus interesses.


A Era do Conhecimento chama a academia brasileira a se posicionar. Numa era da globalização os limites de um Estado se tornaram invisíveis. Uma nação não é mais feita pelo assentamento em território. Não mais estamos no século 19 com militares em defesa da geografia. A nova fronteira se organiza pela produção de conhecimento. A nova defesa é a do conteúdo nacional. Defender o país contra posicionamentos, como o do presidente da Petrobrás, a apregoar a venda de petróleo cru.


A academia necessita se posicionar diante do quadro atual do Brasil. Sair em defesa da participação do país na Era do Conhecimento. Alguém precisa se opor a declarações do presidente da Petrobrás, Roberto Castelo Branco, como: ‘o fetiche da industrialização tem prejudicado a realização do potencial de crescimento de exploração de recursos naturais’. O futuro da nação precisa de algo melhor. Entender que sem refinarias não haverá desafio de conteúdo à química nacional. Não bastará estudantes irem às ruas se não houver uma luta sistêmica em defesa do conteúdo nacional.


Introduzir a noção de conhecimento na conjuntura brasileira é um esforço hercúleo. A sociedade está despreparada a discutir conhecimento em termos históricos. Os seus partidos políticos só pensam nas próximas eleições, as suas elites em interesses financeiros, os seus estudantes sem texto para a discussão, a sua classe trabalhadora a lutar pela sobrevivência. Não conseguem discutir os elementos que fazem do Brasil uma nação de serviços e revendas.


Falta entender que espírito revolucionário guarda a academia brasileira nos dias atuais. O quanto ela está consciente e imbuída na perspectiva de implementar no Brasil a consciência conhecimentista. Oferecer a conjuntura nacional um conhecimento libertador. A expectativa é que academia mostre que o controle da riqueza na Era do Conhecimento depende da geração de conteúdo e não do capital financeiro. Estabelecer a riqueza conhecimentista através de novos currículos, correntes de idéias, inovações, economia do conhecimento.


— Confiaremos à academia o estabelecimento dos princípios da Era do Conhecimento no Brasil?


Por Melk

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