Academia Sem Destino

Entramos na Era do Conhecimento e a contradição é que a academia não se manifesta. Não encontra sua identidade. Não consegue elevar o conhecimento ao lado do capital e trabalho como os três elementos geradores de História.


O século 21 está à espera da causa da academia. A de se colocar como protagonista da História. Trazer sua luta. A época requer que se inclua o conhecimento na formulação de uma nação. Não existirá libertação de um povo se a integração educação-ciência- inovação-economia não for atingida.


Nos últimos dois séculos os caminhos sociais foram conduzidos pela relação capital-trabalho. Entramos num novo momento. O que vale é a relação conhecimento-capital. O momento em que a academia tem de ir além da perspectiva iluminista. Sair de seu quarto celeste e se relacionar com as vísceras capitalistas.


Ao longo dos séculos o conhecimento tem sido o elemento a alargar a visão do homem. O retirar da vida selvagem e o colocar dentro de uma civilização. O conhecimento tem sido responsável não apenas pelo desvelamento da alma do homem como pelo desenvolvimento de sua civilização.


Compreender é nos abrir à que as coisas tem causa. Nada se move sem razão. Não estamos num Mundo aleatório. Existe uma racionalidade a ser encontrada naquilo que nos deparamos. Nesta peregrinação construímos nossa estrada. Sentados em nossa cadeira participamos do milagre de conhecer as coisas. Penetramos do átomo aos confins do Universo.


Entretanto, quando vamos analisar o contexto social a presença do conhecimento é secundarizada. Não contém influencia na conjuntura. No Brasil o seu orçamento gasta cerca de 45% com o pagamento de juros da dívida e 4% com educação. A mostrar o desnível de preocupação da sociedade quanto a investir em conhecimento.


Estamos numa época movida a capital. O capital se tornou originário. Acima de todas as coisas. O resultado é que a produção de conhecimento está a depender do investimento capitalista, assim como, coexistir com a economia financeira. Essa é a perspectiva a enfrentar. A de um conhecimento não mais dono de si próprio.


Neste Mundo nos deparamos. O do princípio em que o enriquecimento pelo não-trabalho deve anteceder a elevação do homem pelo conhecimento. A enaltecer a usura diante do conhecimento. A usura e a produção de conhecimento trazem dois caminhos a instigar a academia se posicionar. É melhor escolher do que ser escolhido. A academia vai ter de se decidir. Sair de cima do muro.


Estamos diante de uma História em que o conhecimento não apenas promove a presença do significado como gera uma nação. A expectativa é o posicionamento da academia diante desse quadro das coisas. Fazer o conhecimento prevalecer diante do capital. Contudo, o que se vê é uma academia querendo se favorecer do capital. Em vez de o colocar em sua posição, aceita suas migalhas.


A academia não discute o capital. Se acorda. Aceita as benesses da perspectiva iluminista e se submete ao capital como guia do Mundo. Estamos diante de uma comunidade que se esconde em sua torre de marfim e não se posiciona diante do capitalismo. Não vai para as ruas.


A academia precisa entrar na História. Sair de isolamento iluminista e ir dialogar com o capital. Não deixá-lo como o Senhor do Mundo. Há um espírito conhecimentista a desabrochar. O homem atual necessita de uma consciência. A de colocar o valor da percepção antes do valor do bolso.


A expectativa é a academia trazer o conhecimento para a História. Ir além da visão de produção de tecnologia. Na Antiguidade, o conhecimento aparecia como preceptor da alma do homem; hoje, como condutor de uma civilização científico-tecnológica. A academia 21 cabe reabrir essa estrada entre a alma e a capacidade de transformação da exterioridade provocada pelo conhecimento. Integrá-las.


A Era do Conhecimento traz um novo posicionamento. Existe um outro universo concepcional a ser entendido. O de ir além das debatidas percepções marxistas e liberais e introduzir o da elevação do conhecimento. Estamos numa nova interface onde o conhecimento traz significado e gera economia. O novo desafio está em associar esses dois elementos. Encontrar esse lugar onde as coisas se iniciam pela folha em branco.


Os últimos tempos mostraram diversas lutas sociais a respeito da relação capital-trabalho. Partindo deste princípio uma série de injustiças sociais vieram à tona. O século 21 traz como novo protagonista a relação capital-conhecimento. Um novo momento onde o esperado é a academia se manifestar. A partir dela, e não da classe operária, levantar o fogo do espírito de um Novo Mundo.


A academia brasileira está sob o desafio de não perder o novo contexto da época. Neste mundo incerto da vida implementar a luta pela sabedoria. Encontrar seu caminho a incluir a produção de conhecimento na formulação da nação. Uma busca em que em tudo há uma sabedoria a ser decifrada.


Por Melk

6 visualizações

Posts recentes

Ver tudo

Primavera do Conhecimento

Estamos em tempos de mudança. Quando milhares de pessoas vão as ruas devido a um ensejo tomar contas de suas mentes. No entanto, o primeiro passo para mudar o sistema está em entendê-lo. Olhar para a

Quatro Formas de Conhecimento

A saga do desconhecido chama o homem. Somos cercados por um mistério. A existência de um Universo colossal e a possibilidade de um outro lado da vida após a morte nos levam a uma procura além de nossa

lncc-2.jpg

Ligue para: (24) 2231-3549 ou 2237-0625

Primeira Lei de Newton: Inércia - Brasil Escola

LEI DA INÉRCIA (Primeira Lei de Newton) - AULA 2 DINÂMICA - Prof. Marcelo Boaro

Me Salva! DIN02 - Dinâmica - Segunda Lei de Newton

2ª LEI DE NEWTON (Princípio fundamental da Dinâmica) - DINÂMICA - AULA 3 - Prof. Marcelo Boaro

Física - Leis de Newton: Conceito de força

Aula 71 Conceito de Força

Sistema Internacional de Unidades (SI) - Brasil Escola

Notação Científica, Sistema Internacional(SI) e Ordem de Grandeza - Prof. Boaro

Me Salva! DIN03 - Dinâmica - Terceira Lei de Newton - Ação e Reação

Leis de Newton: Terceira Lei de Newton -- Lei da Ação e Reação | Vídeo Aulas de Física Online