Emoções na Praça Tahrir Conhecimentista

A História nos leva a se reunir na Praça Tahrir Conhecimentista. A geração atual está a procura de uma nova consciência. A Era do Conhecimento traz a questão da emancipação através do conhecimento.


A esperada Era do Conhecimento chegou. Trazendo ao homem seu tempo de fazer a viagem mental. O homem é um ser a viajar pelo Universo e Mundo. Enquanto um leva seus braços e pernas, o outro sua mente. Entre terras e mares e espaços psicológicos corre a vida de um homem.


O Brasil está se dirigindo a uma Praça Tahrir Conhecimentista. Nestes misteriosos encontros coletivos, que por vezes a História promove, desde o dia 15 de maio de 2019 uma atmosfera reinvidicatória vem tomando conta do corpo brasileiro. Cortes na educação causaram o estopim para algo maior que ainda não sabemos. Apenas, que as pessoas estão saindo as ruas em defesa da educação (conhecimento) e não desejam voltar para casa.


O país começa a amadurecer em colocar o conhecimento como causa. Contudo, há uma construção a ser feita. Entre o balburdiar nas ruas até a elaboração de ideologias capazes de conduzir ao novo momento histórico, há de ser feita uma caminhada. Percorrer até, reinterpetrar o sistema em que vivemos.


Se nada houver, o Brasil não irá participar da Era do Conhecimento. Se limitará a ser um país de serviços e revendas. Enquanto, na década de 1960 países como China e Coréia do Sul dividiam o mesmo patamar de desenvolvimento do Brasil, hoje a diferença é gritante. O Brasil é um país que atrasou seu desenvolvimento cultural-tecnológico.


– Por quê?


Ninguém está à espera de que o povo nas ruas encontre o caminho para o conhecimento produzir riqueza ou construir uma ponte terra-céu. A expectativa é que essa multidão encontre as emoções capazes de dar um novo colorido ao momento histórico de nossa época. Cortar nossos laços com a doutrina vigente. Reverbar ressonâncias a destruir as pontes que constroem o sistema de nossa época.


Não é fácil estruturar uma reinvindicação coletiva. São processos a levar anos de hibernação até que a consciência popular amadureça e se torne reinvidicatória. Muitas tem sido as chamadas ao povo sair às ruas. Desde ‘proletários do mundo, uni-vos’ até as passeatas das minorias em defesa de seus direitos.


A escravidão não é mais de cor nem gênero. A escravidão é cultural. É a limitação sendo colocada na cabeça das pessoas. No fundo as pessoas saem às ruas esperando que o Brasil ofereça uma educação que as faça abrir seus olhos. As conduza a participar da Era do Conhecimento.


Na complexidade de uma sociedade não faltam temas contra o sistema. A novidade está em encontrar um tema a ir além da desigualdade. Embora Piketty mostre que, estamos num cenário de desigualdade econômica crescente, o qual está chegando em níveis que só existiam antes dos anos 40, a esperança leva aquelas pessoas as ruas.


O governo Bolsonaro tem tido uma participação especial para trazer o processo histórico à tona. Embora 72 milhões de brasileiros não tenham esgoto o povo sai às ruas por conhecimento. Graças a sua capacidade de patacoadas está promovendo a emoção pela educação. Os seus twitters tem sido o estopim para o Brasil construir sua Praça Tahrir Conhecimentista.


– O Brasileirinho ser um reinvidicador de conhecimento? Que inusitado é esse?


As pessoas estão se mobilizando em direção a uma Praça Tahrir. Graças as pautas do governo e seus ministros os estudantes começaram a se manifestar. De repente, numa época povoada de reinvidicações de minorias – gênero, raça, clubes – o Brasil se alça a um tema histórico. A maravilha aconteceu. A sua praça Tahrir estar ligada à Era do Conhecimento.


Como sempre tudo se inicia de um motivo simples. Os brioches de Maria Antonieta, o assassinato do arquiduque da Áustria Francisco Ferdinando para eclodir a Primeira Guerra Mundial. Desta vez, o contingenciamento de verbas é a que traz as pessoas as ruas. O que esses estopins desencadeiam somente a História mostrará.


Em 1968 os estudantes também foram as ruas. Tudo começou com manifestações estudantis em Paris e eclodiu mundialmente. Construíram slogans sobre liberdade estudantil e operária. Mas não havia ideologia adequada para suas reinvindicações se defrontarem com o sistema. Foi uma mistura entre marxismo e reformas universitárias que não deu certo. 1968 é lembrado como ‘o ano que não terminou’.


O país está com o povo nas ruas, mas sem uma liderança conhecimentista. Ao mesmo tempo, os intelectuais em sua redoma iluminista não se despertam ao momento histórico. A única polarização que solda o movimento é o governo atiçar chamando os estudantes de idiotas. A formula da água se tornou o brioche de nossa época.


Vivemos a Era do Conhecimento. Tempo dos celulares, WhatsApps, da instantaneidade da informação. O extraordinário momento em que do virtual chegamos ao natural. O novo tema a discutir é a formação mental. No meio dessa enormidade de informação começa-se a entender que nem as escolas com seus currículos nem os bancos em seus financiamentos estão preocupados a levar as pessoas e as empresas a participar da Era do Conhecimento.


– O Brasileirinho está só e na rua. Só lhe resta escrever slogans.


O povo foi para praça. As veias das ruas estão cheias de emoção. Ninguém mais quer viver o mundo das mentiras. O desejo íntimo de cada homem sempre foi encontrar sua estrada terra-céu. E, o plano divino testa os homens a escutarem aos tambores reinvidicatórios de sua época. Há algo mais em frente a ser alcançado, mas neste momento, o que vale são as emoções sentidas naquela praça.


– Quais os slogans (emoções) para o Brasil se encontrar na História?


As ruas querem explodir suas emoções. Tantas são as emoções. Ninguém quer perder sua esperança. O paradigma da Era do Conhecimento é as pessoas cairem no abismo do atraso e do otário. Duas emoções inconfundíveis aqueles que caminham com a mente. Talvez os slogans para o Brasil se perceber na História.


O Brasileirinho também quer ser construtor da História de sua época. Ser ativo. Participar de um discurso. O Brasileirinho não quer ser um otário. Ser conduzido por jargões que não levam ninguém a lugar nenhum, tais como, ‘marxismo cultural’. Viver de ilusão. O otário das cruzadas, seja contra o comunismo, o Diabo.


Uma emoção coletiva se deflagra nas ruas brasileiras. A boa História é aquela em que a emoção termina em destino. Numa época do caminho da mente ninguém mais quer jogar o seu potencial psíquico fora. Há um reino dos céu a ser encontrado, um reino da ciência a ser entendido, um reino da psiquê a ser incorporado. O Brasileirinho não quer ser otário nem o Brasil um país atrasado.


A Praça Tahrir traz ao Brasil o seu espelho A possibilidade de ver sua face na História. E enxerga o perfil de quem não consegue gerar riqueza através do conhecimento. De quem não consegue fazer as coisas por si só. O Brasil e o Brasileirinho chegaram ao seu ponto crítico:


– Espelho meu: sou um otário?


Por Melk

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