Estudantes X Johnny Bravo

Deus e a História deixam uma mensagem aos passageiros da vida: encontrem um destino.


As ruas estão à espera de servirem de passarelas à História. A dúvida é quanto os homens estão preparados a perseguir sua época. Quase sempre atravessamos a rua sem saber o que está acontecendo. Muitos luminosos, poucos fundamentos, confundem a nossa mente.


As passeatas querem encontrar seu tempo. Cada época necessita sentir seu frescor de esperança. Sentir um vento na face. Existe um acontecer que a economia não consegue promover: o destino. Esse caminho que bate na porta da consciência.


Todos querem pisar na linha do tempo. Correr um percurso. Precisamos andar e saber no que se apoiar. O Caminho se faz caminhando, dizia Antônio Machado (Campos de Castilla, 1912). Essa estrada misteriosa nos chama. Há uma conquista a ser feita. A de destino.

A Era de Aquarius está a trazer um novo momento da História. O da Era do Conhecimento. O extraordinário momento quando a partir de símbolos colocados sobre a folha em branco conseguimos transformar o meio natural. Esse novo curso da História desperta a ser entendido. A sua revolução digital está a modificar o trabalho, a economia, o emprego.


O Brasil conseguiu montar sua Praça Tahrir Conhecimentista. Reunir seu povo em defesa da educação. A cada época a História chama os homens a procurarem novos valores universais. O momento está em que destino encontrar através da Era do Conhecimento. A expectativa está com que profundidade levantar o assunto. A História só ouve sínteses.


O corte de 30% nas verbas federais das universidades e o plano do governo Future-se em levar a lógica empresarial às entidades públicas de ensino superior protagonizou os estudantes às ruas. Convocados pela União Nacional dos Estudantes (UNE), pela União Nacional dos Secundaristas (Ubes) o movimento é contra a política neoliberal do governo e de corte de gastos públicos.


A sociedade brasileira está se polarizando. É a terceira manifestação em 2018. Desta vez com a ajuda do governo. O Presidente Jair Bolsonaro resolve se identificar com um personagem de desenho animado americano, Johnny Bravo. Com músculos demais e cérebro de menos, fazia sátiras nos anos 1990 e 2000. Hoje, a comédia renasce com os estudantes do Brasil.


Johnny Bravo versus Estudantes eis a marcha da História no Brasil. Com esses personagens o cenário histórico é definido. Uma polarização em que de um lado estão as perdas de direitos das classes estudantis e trabalhadoras e do outro lado a nova ordem do governo. Os estudantes conclamam que os planos do governo são uma ameaça às instituições educacionais. Lembram que cerca de 70% dos alunos das universidades federais são de baixa renda, pertencentes a famílias com renda per capita de 1413 reais.


Johnny Bravo é destemido. Não teme os estudantes. Segue em frente os seus planos de reformas trabalhistas, previdenciária, tributária, educacional, privatização. Por sua vez, ao movimento estudantil se incorporam os de mulheres, trabalhadores, homossexuais, indígenas. O caldo começa a engrossar e a pergunta está para onde essa polarização nos levará?


– Talvez a lugar nenhum...


Não é difícil criar polêmicas com Johnny Bravo. A questão é o quanto essa tensão nos levará a abrir caminhos na História. Compreender as origens que antecedem o desemprego e a economia. A luta estudantil não pode se limitar a defesa da democracia. Não estamos mais na época de estudantes clandestinos, assassinados. Por mais que essa luta acontecida inspire, o momento é outro. A simples oposição a Johnny Bravo não leva a muita coisa.


A História move-se por polarizações e sínteses. Águas agitadas e calmas. O novo momento a ser encontrado é o da Era do Conhecimento. Esse é o verdadeiro tema aos estudantes se debaterem. Aos estudantes cabe ir além de suas discussões com Johnny Bravo e encontrar a visão conhecimentista. O Brasil merece um novo florescimento.


Estamos numa época de tensão e vazio. Momento de espaço para o novo. Introduzir uma nova noção de conjuntura. Países como a China entenderam o significado da Era do Conhecimento. Encontrou o Santo Graal da Inovação. Em 40 anos saiu de uma sociedade essencialmente rural para converter-se numa potência industrial. E quando isto se sucederá ao Brasil?


As universidades têm de encontrar sua posição de berço de uma nação que se propõe a participar da Era do Conhecimento. O seu desafio está em levar o Brasil ao caminho do conhecimento. Entre 2003 e 2016 o orçamento do ministério da Educação cresceu de R$ 18,1 bilhões para R$ 100 bilhões. No governo Lula foram criados 173 campi universitários e 18 universitários federais. O número de matrículas duplicou de 2003 a 2014: de 505 mil para 932 mil. O número de professores universitário da rede federal aumentou no período de 40,5 mil para 75,2 mil. Um movimento que tem de continuar...


A Era do Conhecimento promove duas revoluções. A mudança da matriz energética e da matriz de aprendizagem. A primeira e explorar a energia da luz e a segunda a educação via plataformas educacionais. Há uma revolução em curso na China, em busca de energia limpa, veículos elétricos estão sendo reinventados. Há uma revolução mundial via educação através de telas interativas acionadas via servidores.


O desenvolvimento da China está a indicar uma reflexão profunda ao país fazer. Estamos diante de uma saga conhecimentista. A época leva a uma exploração diversa da que Tiradentes e a Inconfidência Mineira enfrentaram. O país está numa encruzilhada. Dois caminhos o esperam:


‘Brasil: ou se capacita à Era do Conhecimento ou aceita ser um país aprisionado a serviços e revendas’.


Esse é o tema a Praça Tahrir Conhecimentista se defrontar. Aos estudantes levantarem sua própria bandeira de ‘Future-se’. Os estudantes não podem temer as dificuldades. A História os recompensará. O seu novo momento está em compreender o significado de conhecimento ao lado do trabalho e do capital. Uma História que começa pela defesa do conteúdo nacional.


Por MELK

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