Iluminação em OTÁRIO

O Brasil só irá entrar na Era do Conhecimento quando se sentir otário. Essa ser a função de sua Praça Tahrir. O contingenciamento de verbas na educação servir de estopim para sua consciência . A do desperdício de oportunidades.


O Brasil precisa sentir sua demência. Ninguém procura sua cura se antes não se sentir doente. Entender sua relação com a História. Não perceber o destino que o sistema lhe reserva de uma distribuição de renda iníqua e o afastamento da Era do Conhecimento.


A cura do Brasil de seus tempos obscuros de Idade Média só se realizará quando o Brasileirinho se sentir um otário. Esse ser o seu ponto de iluminação. A partir daí, suas ruas e passeatas, encontrarem seu rumo. Afrontar uma caminhada na direção da Era do Conhecimento.


Muitos entendem o Brasil como o país da Casa Grande e Senzala. A Era do Conhecimento estará a mostrar o Brasil dos otários. Seja pelo lado da Casa Grande ou da Senzala. Não têm direção na História. Nenhuma se volta a produção de conhecimento.


Dois temas dominaram a Antiguidade. Os de que o homem tem uma alma a ser entendida e a esperança de que num tempo futuro chegaríamos a uma Era do Conhecimento a revelar o significado dessa alma. E assim, chegamos. A História entra em sua Era do Conhecimento. O século 21 está a mostrar as maravilhas acontecendo a partir de símbolos que o homem deposita sobre uma folha em branco.


O Mundo emerge em sua Era do Conhecimento e o Brasileirinho quer participar. Oxalá. Contudo, a mídia só confunde sua mente. O poder em seu eterno baile de fantasias está sempre vestindo mil carapuças. Cria polarizações desnecessárias a ele seguir. Principalmente entre um tal comunismo e o mercado. Uma praga fazendo multimilionários os donos dos negócios e o Brasileirinho a ver navios.


A História chega à Era do Conhecimento. Tempo dos jarros da Era de Aquário abrirem suas comportas. Levarem conhecimento para todos. O Brasileirinho também quer beber dessa fonte. Acredita que o Mundo o presenteará com uma consciência. Esse Brasileirinho sonhador sai às ruas. Na crença de que irá matar sua sede existencial.


Inesperadamente, o Brasil conseguiu montar uma Praça Tahrir voltada ao conhecimento. As pessoas saem as ruas para experimentar a magia da História. Não basta o Universo ser povoado de estrelas. Existe um espaço psicológico à Humanidade se defrontar. O nosso chão está no mar psíquico que navegamos.


Multidões tomam as principais cidades contra o desmonte da educação. A palavra conhecimento sai do espírito e toma corpo social. Uma associação coletiva toma forma. Tem dias que os problemas que enfrentamos são uma benção. Embora ninguém saiba bem como o conduzir o importante é que conhecimento se torna a palavra-chave. O condutor dos eventos da Praça Tahrir brasileira.


O incrível aconteceu. Neste estranhamento, no meio das tantas incongruências de sua sociedade, brota uma flor. Um perfume de alma. O de que o homem deve se libertar através do exalar de sua mente. Embora suas limitações há um fenômeno humano a ser desperto. Uma transcendência a ser entendida.


Diferentemente das religiões a História não chega via os humildes, mas através dos otários. Os desapropriados que o sistema faz a cabeça. O sistema está sempre criando uma ladainha de coisas. Coloca no diabo, no comunismo o mal do Mundo; e a salvação estar no mercado. Até que, surge um dia em que o país acorda com um PIB menor e o otário desempregado. É o dia de os acordar desse sonolento desengano. É quando, em defesa dos otários, em vez de profetas a História envia seus momentos históricos.


O momento histórico reserva um papel curioso ao Brasileirinho. O de sair às ruas não para revolucionar, mas para caminhar até se sentir um otário. Essa ser sua iluminação. Dar luz ao desenganado. O nascer de um Brasil novo se dará somente quando a geração atual sentir que está perdendo seu tempo com coisas que não tem mais nada a dizer. Abrir seus olhos à correnteza dos acontecimentos.


O Brasileirinho não quer ser um otário. Ficar agarrado a dilemas passados. Preso a polarização entre direita liberal e esquerda socialista. Há algo novo acontecendo. O que está em jogo é o projeto de nação em relação à Era do Conhecimento. O Brasileirinho quer pertencer a um país capaz de o impulsionar ao Caminho da Mente. Ser um produtor de conhecimento.


Um futuro do passado está a acontecer. Contudo não é fácil navegar nas correntezas da História. A começar por identificando para onde se destina; a seguir, ter músculos psicológicos capazes de dominar a direção de seus ventos; e por fim, escolher um tema a aportar. Ao ultrapassar essas intempéries, aqueles, começam a sair de seu tempo.

Desacorrentar-se do passado. Penetrar numa História que está começando amanhecer.


O vestibular à Era do Conhecimento exige preparo. Não basta sair em passeatas e ficar a gritar reflexões como ‘o povo deseja universidade pública’. Há um novo Mundo a ser entendido. Ao qual o Brasil necessita de mediação e não de enfrentamento. A questão é que falta uma nova liderança conceitual a retirar de contextos ultrapassados Olhar ao céu e não à terra.


Os protestos brasileiros de 2013 seguiam o slogan ‘amanhã vai ser maior’, só que perderam mobilização. Simplesmente por não terem conteúdo. Embora tenham conseguido contaminar o Congresso e ajudar a derrubar uma presidente eleita não foram capazes de seguir adiante na História. Não passou daquele rio que desagua em lugar nenhum, o do ‘esqueça o que eu disse’


Desta vez, a multidão nas ruas deseja acordar o Brasil de alguma coisa. Quicá a sua emoção não evapore. Leve o país ao menos a se interrogar:


– Que Era do Conhecimento é essa?


O exame de História a geração atual está em colocar o Brasil à Era do Conhecimento. Um estudante só passa no vestibular quando sente que será reprovado. É o momento do tudo ou nada. Ou reúne suas forças ou aceita o descompromisso. Essa é a resposta que as ruas devam encontrar.


O primeiro engano está em acreditar que sua Casa Grande seja uma elite determinista. Não entender ser apenas uma aproveitadora dessa exploração. Não tem nenhuma visão estratégica a respeito da defesa do conteúdo nacional. O Brasil é um país que ainda não foi fundado. Embora com 500 anos não consegue apontar diretrizes de desenvolvimento. É um país que só serve para ser explorado.


Numa Era do Conhecimento o otário é aquele que não enxerga a produção de espaço psicológico, a produção de conteúdo. Não compreende a sua prioridade em relação ao capital. O idiota não vê que sem produção de espaço psicológico não haverá produção de riqueza. De uma folha em branco foi que os engenheiros da Petrobrás descobriram o pré-sal. O inicio para que se forme conteúdo nacional a respeito do refino, transporte e distribuição. Desse conteúdo originado de uma folha em branco o país ganha o controle da principal fonte de energia da atualidade.


A Praça Tahrir Conhecimentista cabe se levantar contra esse Brasil Otário que se deixa explorar por 20 vinténs. O país da entrega de suas reservas, nunca foi esquerda ou direita, nem marxista ou liberal. Sempre foi otário. Nunca compreendeu as potencialidades do que poderia fazer conforme as épocas que sua História se desenvolveu.


O Brasil não irá implementar a Era do Conhecimento por leis e discursos. Um sentimento necessita ser criado. Uma emoção ser manifesta. Os dizeres de uma passeata é o bom começo. Tudo que inicia pela palavra tem consequência. Principalmente aquelas que tocam no fundo alma. Como o do espelho-meu do conto de Cinderela. Desta vez:


– Espelho–meu: mostre a cara do Brasil do atraso e do Brasileirinho Otário.


– As passeatas encontrarão o espelho capaz de iluminar essa face?


Por MELK

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