• gisele27

Passeatas e Abaixo-Assinados

O Brasil começa a se cansar de passeatas e abaixo-assinados. Não por sua validade mas por sua falta de impulso. Palavras de ordem esgotadas sem capacidade de transformação. Existe uma nova contextualidade a ser procurada.


O país está no meio de sua Idade Média da Era do Conhecimento. Vive questões fragmentadas. Não tem céu nem horizonte. Igual as galinhas seu povo fica bicando o que vê pelo chão. Ao invés de chavões e refrões, o Brasil precisa ampliar sua visão.


O Brasil foi às ruas na semana passada organizado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), Sindicato dos Professores (Apeoop, Sinpeen), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores (CTB). Milhares de estudantes, professores, trabalhadores, ativistas de movimentos sociais, protestaram contra o corte de recursos da Educação, reforma da Previdência e outras demandas antipopulares.


Os manifestantes caminharam para defender a democracia, a educação, o meio ambiente. Gritam, mas não retumbam. Não mais estamos nos tempos ‘o povo unido jamais será vencido’. Sem nova contextualização histórica os nossos atos públicos se tornaram burocráticos. Não conseguem provocar uma nova emoção anti-sistema.


O país não enxerga o novo céu da Era da História. As galinhas não vêem as estrelas. O país funciona sem rumos, sem direção, sem políticas de governo a respeito da Era do Conhecimento. As suas passeatas e comícios se tornaram enfadonhas. A não entender que a política econômica, industrial, científica, educacional, cultural, estão a depender dos postulados da Era do Conhecimento.


O Brasil está no meio de sua Idade Média. A acreditar que seu desenvolvimento e justiça social virão por reformas (trabalhistas, previdenciária, tributária), privatizações (BR distribuidora, quebra do monopólio do gás, Eletrobrás, autonomia do Banco Central), financeira (cartão de crédito e crédito especial cobram 300% ao ano, o empresário para fazer caixa é obrigado a pagar juro mensal de 2% a 3%).


Aceitamos a política de botequim. A não entender que para um projeto de desenvolvimento gerar atividade econômica, inclusão, emprego necessita de incorporar o conhecimento ao lado do trabalho e capital como os três elementos da História. Os problemas existem, mas, o rio da História mudou de rumo. Existe um contexto maior a ser visto.


No entanto, a sociedade brasileira vive uma polarização ultrapassada. A de um vazio histórico entre o socialismo e o liberalismo, o qual se traduz à realidade brasileira entre lulopetismo e bolsonarismo. Duas polarizações que perderam seu prazo de validade, mas com a capacidade de se alimentarem entre si. Uma a dar sobrevida a outra. Não constroem sínteses e deixam a História parada.


O que ilumina uma nação são os seus confrontos com a História. Nas suas oportunidades estão os desafios de um país. Graças aos bandeirantes o Brasil alcançou o dobro do tamanho que o Tratado de Tordesilhas (1494) lhe reservara. Hoje, as novas bandeiras a empreitar estão nas universidades, nas empresas tecnológicas, nos teatros.


A questão é que a atual comunidade política, intelectual, empresarial não carrega esse espírito bandeirante. Não afronta o pensamento internacional nem gera produtos. Politicamente, não dá um passo à frente em busca de uma ideologia além da guerra-fria; cientificamente, se acomoda em redações científicas; empresarialmente, não investe em inovações; economicamente, não saem da visão de mercado financeiro. Portanto, sem contar com uma elite transformadora, só resta ao país ficar remando reinvidicações via passeatas e abaixo-assinados. Recentemente, a Sociedade Brasileira de Progresso à Ciência (SBPC) criou um abaixo-assinado em defesa da liberação do orçamento de 2019.


– Quando chega a resposta?


0 Brasil está sendo levado a roldo pela geopolítica internacional a ser um quintal de serviços e revendas. Igual a Porto Rico está se tornando um grande protetorado. Entretanto, seus líderes não conseguem desenvolver uma estratégia a respeito da defesa do conteúdo nacional. As suas penas de galinha não deixam discutir o significado de produção de conhecimento.


Nesta condição, o país não extrapola nenhum Renascimento. Estagna em provérbios socialistas e liberais. Com passeatas a encher os pulmões como se estivéssemos no século 19. Nesta psiquê apequenada o Brasileirinho vive como galinha de grão em grão sem perceber o novo fluxo da História. A não entender que entramos numa era onde os acontecimentos começam a partir da folha em branco. Uma folha a gerar palavras, equações, simulações e dinheiro.


Um grande esforço será necessário para o Brasil chegar a sua Renascença. A descobrir o Mundo Novo da ciência com inovação, do iluminismo com capitalismo. A entender que não basta riqueza natural se a folha em branco continuar vazia. Um Mundo a retirar da folha em branco a economia do conhecimento.


Um Brasil vindo de dentro precisa nascer. Algo capaz de sair da palavra. Em algum momento o país vai ter de abrir seu leque de discussão. Olhar para fora e ver que o que faz uma maça cair e um emprego acontecer é o conhecimento produzido por aquela nação.


Por MELK

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