• Por Brasileirinho

Revofolia Brasileirinha

Não sabemos bem o porquê do Senhor liberar quatro dias para o carnaval. O divino guarda seus mistérios. Talvez, nem Ele próprio tenha compreendido a extensão do livre arbítrio dado às criaturas. O quanto elas são imprevisíveis em manifestarem o universo de suas emoções. E, resolveu dar quatro dias de liberação. Ver o que acontece. O que falta à sua Criação.


— Deus não tem uma teoria pronta?


O interessante é que em nenhum lugar na orbe terrestre essa liberação da emoção através do carnaval ganhou tanta manifestação quanto no Brasil. O próprio Criador resolveu assistir aos desfiles de Escola de Samba para entender o que lhe faltou para guiar os homens nos caminhos da evolução. Mostrar aos seus anjos mulheres de biquínis e paetês.


Assim, no lugar dos pastores e suas igrejas, o Senhor resolveu se fixar no Brasileirinho Macunaíma e seu carnaval. De penachos na cabeça o Brasileirinho deixa-se flutuar pela loucura inerente aos ateus da folia. Em vez de ficar interpretando os desígnios divinos, as leis da Natureza, invoca o desgoverno da razão. Não há religião que o segure em seus dias de carnaval.


Não faltam mistérios na alma humana. E de repente, surge a revolução brasileirinha. Multidões tomam as ruas. São foliões. A sua revolução está em liberar o contra senso. Num Mundo dominado pelo capital e pela razão levantar a bandeira do verbo brincar.


Blocos saem às ruas. Uns fantasiados de gorilas, outras vestindo um sarongue rosa choque. Aos cânticos de mulata bossa-nova e pirata perna de pau o povo vai às ruas. Na sua folia afronta uma insurgência contra tudo isso que tá aí. O seu momento de dar um chega pra lá na geopolítica internacional.


Não sabemos o quanto a verdade brasileira está em seus blocos carnavalescos. O que significa 1 milhão de pessoas sair às ruas cantando e dançando? Que expressão de virtualidade o carnaval se propõe? Qual o discurso que as fantasias carregam?


No grande mistério da alma humana o Brasileirinho encontra sua identidade na passarela do samba. Sem participar da revolução cientifica do século 16, e nem das quatro revoluções industriais que se sucederam, o seu único contato com a virtualidade é a fantasia carnavalesca. Por ela, faz sua viagem pelo espaço psicológico.


O carnaval chegou. A resposta brasileirinha ao sistema constituído é que ‘hoje é carnaval’. O que eu quero é rosetar. Uma vez por ano o brasileiro tem sua chance de sair do sistema. Abandonar o capitalismo e encontrar o verbo brincar. Em vez de bolsa de valores, cantar aquela marchinha antiga, ‘ preciso de um rabo pra brincar carnaval’.


Dias de sonhos. Nestes quatro dias o Brasileirinho irá mostrar ao Mundo o espaço que o verbo brincar ocupa na alma humana. Igual a Cinderela recebe seu tempo de expressão. Para depois, a carruagem virar abobora, mas, enquanto isso, o Brasileirinho é rei.


O povo quer brincar. Acha que basta colocar uma mamadeira no pescoço que encontrará o Mundo. O brilho das estrelas irá curvar-se diante dos adereços do Brasileirinho. Aos gritos de ‘mamãe eu quero mamar’, vai encontrando seu caminho próprio. O seu anestésico às leis cientificas e econômicas vigentes.


Contudo, é uma interrogação saber como a História registra essa revofolia brasileira. Enquanto os países desenvolvidos estão atrás da Era do Conhecimento o Brasileirinho Macunaíma acha que tudo começa com mamadeira. Esse é o seu Big Bang.


O paradoxo é que numa sociedade incapaz de se levantar com suas próprias pernas, o Brasileirinho chega todo ano com disposição para pular. Um milagre a quem está submetido as regras da desigualdade e atraso. Mesmo com o aumento da concentração de renda, desemprego, divida pública – o verbo brincar parece ser um dos fundamentos à alma humana se manifestar.


Embora em caminhada ao emburrecimento e obscurantismo a presença do verbo brincar no Brasileirinho nos faz perguntar:


— Que fantasia o carnaval veste para a História?

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