Sociedade 1%

Multidões vão as ruas. O tema é a perda de oportunidades. Dos mais diversos recantos sociais vem uma revolta contra a precarização de seu trabalho. Estamos diante da sociedade 1%. A riqueza se tornou um funil para poucos. No Brasil, o 1% fatura 33 vezes mais do que o 99%.


A civilização formata neste século 21 a Sociedade 1%. 82% da riqueza gerada no Mundo ficou com 1% mais rico. O formador de riqueza não é mais simplesmente o trabalhador que sabe plantar uma semente. Os 1% são os donos do capital financeiro, capital industrial, capital fundiário. No Brasil, esse 1% tem mais de 50% das terras cultiváveis. O trabalhador somente gera riqueza para os donos dos meios de produção.


O Mundo está à espera do novo. Um libelo há a acontecer. O da esperança de que os homens dividem uma História em comum. A democracia dita que um país deve reiniciar pelas ruas. No cântico de suas manifestações, o rio da História voltar a descer de suas montanhas próximas ao céu.


Os protestos ao redor do planeta expõe uma civilização mal resolvida. As pessoas estão cansadas de serem preteridas. Diferentes segmentos da sociedade estão a se revoltar contra essa Sociedade 1%. Estamos numa civilização marcada pelo abismo entre ricos e pobres. Todos estão a procura de um Mondo Nuovo. Um lugar em que suas asas possam voar.


O Mondo Nuovo acontecendo não é mais a América de Colombo. É o advento da Era do Conhecimento. Uma nova performance mental do homem é esperada. A internet é o mar dos imaginários às novas navegações. Estamos todos viajando. No entanto, diante de um impasse. Não apenas o de um capitalismo levando as pessoas abaixo da linha da pobreza como uma Era do Conhecimento a aumentar a diferença entre as pessoas. A desigualdade e o atraso são os dois monstros a serem enfrentados neste Mar Oceano.


A Humanidade segue sua História. Uma composição complexa. A evoluir fundamentos religiosos, percepções científicas, organizações sociais, luta pela vida. Nesta estrada os homens caminham. Não sabem para onde vão mas entendem que não podem parar. Ninguém quer desistir de sua chamada à História. A Era do Conhecimento chegou trazendo um novo momento. O de o homem se movimentar pelo caminho da mente. As suas ações sobre o mundo natural venham de suas projeções mentais. Neste escopo estamos. O de assumir o nosso Caminho da Mente. Há algo a vir dos colombos navegadores do psi. Uma abertura a respeito da Sociedade 1%.


O tempo é o da academia aparecer. Se posicionar na conjuntura. Mostrar o seu significado. A Era do Conhecimento a empurra para fora de sua torre de marfim. A academia vai ter que sair do armário. O tema à academia desfraldar é o do caminho da mente. Mostrar que a partir dele as realizações acontecem nessa Era do Conhecimento. Os homens serão os imaginários que construírem. Essa ser a incursão da academia no complexo cenário social.


— A academia conseguirá levantar a noção de espaço psicológico?


Estamos num momento a mexer nas coisas entre o céu e a terra. As pessoas querem ir além da razão, o iluminismo não basta; elas querem ser felizes e necessitam protagonizar sua liberdade individual e senso coletivo. Necessitam da economia. Nesta chamada cabe a academia encontrar a sabedoria detrás do iluminismo, liberalismo, marxismo. Entender a visão de Mundo que o iluminismo propõe e o conceito de individual e coletivo que o liberalismo e o marxismo enaltecem. Juntos, como entidades interdependentes, construírem a História através da relação entre conhecimento e economia.


Não vivemos simplesmente a época das novas tecnologias e o desfrutar dos confortos e abundancias que promovem. Paradoxalmente, os avanços tecnológicos e os ganhos de produtividade acabaram por gerando a Sociedade 1%. O surgimento de um novo IPhone muda o Mundo, mais existe uma nova questão conceitual a ser tratada. A ciência e a tecnologia se tornaram forças produtivas, e portanto, ligadas ao capitalismo. São forças voltadas a acumulação do capital e não simplesmente aos descortínios da razão. Uma complementação entre conhecimento e capital é esperada.


A História chega á Era do Conhecimento e desafia as três ideologias — iluminismo, liberalismo, marxismo — a encontrarem seu denominador comum. Existe um enredo a entender essa desigualdade e atraso social que se avolumam. Os últimos três séculos construíram essas três ideologias. Três doutrinas complementares, mas que nunca se encontraram. No entanto, na sua unificação está o paradigma da Era do Conhecimento. Dele surgir um novo modelo capitalista voltado a Era do Conhecimento. Somente essa unificação conseguirá renovar a alma e as necessidades da época.


Momento à academia entrar em cena. Estabelecer os princípios da sociedade do conhecimento. O Mundo está diante de um novo desafio. A civilização atual não mais se basta por doutrinas do século 18. Há algo mais do que conhecer, prover liberdade individual e senso coletivo. A expectativa é a de construir um novo caminho da mente além de suas qualificações. A época está a espera da construção da tríade entre trabalho, conhecimento e capital. Esse era um assunto para Maio 68 haver resolvido. Entretanto, não é fácil coordenar pensamentos sociais. Muitas são as argumentações, quase sempre inconclusivas e salvas pela confusão.


Neste contexto, o do esgotamento de um modelo, cabe a academia levantar o conhecimento ao lado do trabalho e do capital como os três elementos a construírem a sociedade do conhecimento. A academia tem de encontrar sua estrada honrosa dentro da História. Impor seu estandarte de conhecimento. Avançar. Não ficar refém de discursos ultrapassados a respeito do iluminismo, marxismo, liberalismo. Mostrar que sem espaço psicológico não existe Mundo.


A Era do Conhecimento obriga o conhecimento a ir além de sua visão escolástica. Numa sociedade do conhecimento necessita se relacionar com os processos econômicos e sociais. A expectativa era a de que o avanço tecnológico e a transformação das formas de trabalho iriam construir uma nova sociedade. Não foi. Os ganhos de produtividade não melhorarem a relação capital-trabalho. (nos EUA as horas de trabalho cresceram em todos os setores) e o desemprego acumulou. O resultado é o avanço do capitalismo da exclusão social.


Deste modo, os 99% tomam as ruas com o espírito aprisionado na carne. Multidões à espera de libertar sua alma. Uma nova visão precisa ser aberta. Uma nova postura do capitalismo diante da Era do Conhecimento a ser encontrada. Uma expectativa é a da academia 21 ir aonde Maio 68 não foi. Essa é a nova História a ser assaltada pelas barricadas. Mostrar que entramos numa época em que as forças produtivas estão a depender do trabalho, capital e conhecimento.


Por Melk

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