• Por Brasileirinho

Trabalho e Conhecimento

O desafio Brasil é grande. Um país que apesar de 500 anos de História ainda não se encontrou. Dois brasis se chocaram segundo a democracia. O resultado terminou com mais dúvidas do que certezas. Não sabemos que luz iluminará o país. Há uma grande escuridão entre sua elite e seu povo.

As eleições provocam vencedores e vencidos, mas deixando uma mensagem. No caso de que o Brasil permita ir além do PT. Há uma perspectiva difusa de que após 13 anos o PT esgotou suas acepções. A questão é que o Brasil é um país fantasioso. Na sua infantilidade, acredita bastar ser antipetista para ir além do PT. Sempre é fácil ir contra a questão é ir além.

Esse além PT desafia historiadores, sociólogos, políticos. O perigo do antipetismo é o de ao não se colocar uma ideia nova, virar conservador. Ir contra ao estado das coisas sem uma proposição clara. Uma negação sem proposição. Por exemplo, desejar construir uma nação sem as prerrogativas da classe trabalhadora. Criar a fantasia de que luta de classes é coisa de comunista.

Partidos como o PSDB, oriundos da social democracia, foram os grandes perdedores ideológicos. Não conseguiram oferecer uma nova perspectiva a conjuntura. Dar um novo alento a complexidade social. Ficaram na cantinela anti PT e foram engolidos pela História.

A pergunta que fica após as eleições é a de como se ir além do PT. Indagar um novo tipo de proposição. Qual História devemos desfraldar? Estamos num mundo complexo. Não basta postular que a sociedade é luta de classes. Ou achar que a produtividade depende de números de horas de trabalho. Ou de que se pode diminuir a desigualdade social dando crédito ao consumidor. Ou oferecendo bolsa família.

Uma nova leitura do tecido social se torna necessária. A sociedade não se organiza sem a formação de empregos e consumidores; não se constitue sem a geração de espaço psicológico e sua criação de cultura, teorias e tecnologias. Necessitamos abrir uma nova perspectiva para a desigualdade social e o atraso que assolam o país.

O caminho do povo pobre é difícil. Estamos numa Era do Conhecimento e o trabalho perdeu sua referência clássica do século 19. Ao seu lado deve estar o conhecimento. A dizer que ao lado da classe trabalhadora deverá oferecer a classe conhecimentista. Uma a lutar pelos direitos do emprego, outra da oportunidade.

Uma nova narrativa de História nos desafia. Ir além do binômio PT- anti PT. Construir a relação entre trabalho e conhecimento. Não deixar que essa unificação não aconteça. Em vez de discussões inúteis encontrar um caminho para a política brasileira ser capaz de associar esses dois motores da sociedade: trabalho e conhecimento.

Por MELK


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